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Archive for dezembro \21\UTC 2007

Professor de 71 anos vira “guru” internacional

Walter Lewin, 71, professor de física, sempre foi um dos docentes mais populares do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). E agora se transformou em guru internacional na Internet, graças a uma sala de aula mundial criada pela instituição a fim de difundir conhecimento no ciberespaço. 

As aulas de física de Lewin, gravadas em vídeo, estão disponíveis gratuitamente no OpenCourseWare do MIT e lhe valeram adeptos em todo o país e em outras nações, que mantêm sua caixa de mensagens permanentemente lotada de elogios.

“Por meio de suas inspiradoras aulas em vídeo, consegui perceber como a física é BELA, simples e espantosa a um só tempo”, escreveu um garoto indiano de 17 anos em recente mensagem de e-mail ao professor.

Steve Boigton, 62, florista em San Diego, afirmou que “passei a caminhar com passo mais firme, e agora encaro a vida pelas lentes da física”.

Lewin leciona com a elegante e convicta desenvoltura que Julia Child ostenta ao ensinar culinária francesa aos amadores, e com um senso excêntrico de teatralidade que nos acostumamos a ver nos vídeos que se tornam sucesso no YouTube. Ele é parte de uma nova geração de astros acadêmicos que tomam o ciberespaço como palco, nos sites de suas instituições e até no serviço iTunes U, que oferece vídeos educativos a custo zero desde maio, em uma seção da loja online iTunes, da Apple.

Em suas aulas, disponíveis em http://ocw.mit.edu, Lewin bate em um estudante com uma pele de gato para demonstrar a eletricidade estática. Usando calção, sandálias, meias e um capacete, como uma espécie de nerd perdido em um safári, ele dispara uma bola de golfe com um canhão contra um alvo formado por um macaco de pelúcia equipado com colete a prova de balas, a fim de demonstrar a trajetória de objetos em queda livre.

Para demonstrar como um foguete decola, ele atravessa a sala de aulas em um triciclo acionado por um extintor de incêndio.

Por algum tempo, Lewin liderou a lista de popularidade nos downloads de aulas da iTune U, mas o panorama muda constantemente. Os astros desta semana incluem Hubert Dreyfus, professor de Filosofia na Universidade da Califórnia em Berkeley, e Leonard Susskind, professor de mecânica quântica na Universidade Stanford.

Na semana passada, a Universidade de Yale colocou alguns dos cursos e aulas de graduação de seus professores mais procurados na Internet, para acesso gratuito. A lista inclui “controvérsias na astrofísica”, com Charles Bailyn; “poesia moderna”, com Langdon Hammer; e “introdução ao Velho Testamento”, com Christine Hayes.

O MIT recentemente decidiu estender o sucesso de suas aulas universitárias online, criando um site especialmente dirigido a professores e alunos de segundo grau.

A julgar pelos e-mails que recebe dos fãs, Lewin, que também está entre os palestrantes do novo site, atrai estudantes de todas as idades. Alguns de seus alunos o comparam a Richard Feynman (1918-1988), físico premiado com o Nobel e conhecido por sua liberdade de espírito e por seu apego ao bongô. Feynman popularizou a física por meio de seus livros, palestras e participações em programas de televisão.

Com seus cabelos grisalhos e revoltos, óculos de aros grossos e intensidade ao falar, Lewin é um resumo perfeito da imagem que as pessoas fazem quanto a um cientista brilhante. Mas, como Julia Childs, ele é ao mesmo tempo grandioso e completamente acessível.

“Temos aqui a mãe de todos os pêndulos”, ele declara, ao se pendurar de uma bola de aço de 15 quilos que se estende como um pêndulo do teto da sala de aulas. O professor de 1,85 metro e 78 quilos oscila pela sala de aula como se voasse, e os cabelos dele flutuam na brisa criada por seu movimento.

O ponto da demonstração é provar que o período de oscilação de um pêndulo independe da massa ¿ a bola de aço, mais um professor – que seja sustentada por ele. “Oi, professor Lewin”, escreveu um fã chinês de 17 anos. “Adoro suas aulas inspiradoras, e adoro o MIT!”

Um fã que diz ser professor de física no Iraque dispara elogios ainda mais intensos: “O senhor é meu Pai Científico. A despeito da má ocupação e da guerra contra meu adorado IRAQUE, o senhor me fez amar os EUA porque o senhor vive aí e o MIT fica aí”.

Lewin se diverte com a correspondência dos fãs e com a idéia de que está difundindo o amor pela física. “Lecionar é minha vida”, diz. O professor, nascido na Holanda, disse que ensinar num curso obrigatório de introdução à física, para alunos do MIT, o fez compreender que “¿o que realmente importa é convencê-los a amar a física, amar a ciência”.

Ele diz que passa cerca de 25 horas preparando cada uma de suas novas aulas, coreografando todos os detalhes e podando o texto. “Clareza é a virtude dominante”, diz.

A diversão também importa. Em outra palestra sobre pêndulos, ele se encosta à parede, segurando bem sob o queixo uma bola de aço presa a um pêndulo. Lewin havia acabado de demonstrar como a energia potencial se transforma em energia cinética, enviando a bola em um vôo através da sala para arrebentar uma placa de vidro presa à parede.

Agora, o plano é demonstrar a conservação de energia. “Acredito tanto em conservação de energia que estou disposto a arriscar minha vida pela causa”, ele diz. “Se eu estiver errado, esta terá sido minha última aula”.

O professor fecha os olhos dramaticamente e deixa a bola cair. A bola oscila de um lado para outro, mas não atinge seu queixo. “A física funciona!”, grita Lewin, “e eu continuo vivo!”
The New York Times

fonte: tecnologia.terra

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Categorias:Ciência, Tecnologia

Energia Forno solar usa combustão reversa para transformar CO2 em combustível

O dióxido de carbono (CO2) é o grande vilão nesse início de século quando o assunto é a preservação do meio ambiente. Quimicamente, no entanto, ele é uma matéria-prima em potencial – caso ele seja “reenergizado”, transformando-se em monóxido de carbono (CO), o gás pode entrar em uma cadeia produtiva e ser convertido em combustível gasoso ou líquido.

Combustão reversa

É isto o que está tentando fazer o professor Rich Diver, dos Laboratórios Sandia, nos Estados Unidos. Utilizando um gigantesco concentrador de energia solar, ele está utilizando a combustão reversa para reenergizar o CO2 e transformá-lo em monóxido de carbono.

O CO poderá ser utilizado para a produção de hidrogênio ou servir como um dos elementos no processo de fabricação de combustíveis líquidos, como o metanol ou até mesmo a gasolina ou o óleo diesel.

Forno solar

O enorme forno solar quebra as ligações carbono-oxigênio no dióxido de carbono e gera monóxido de carbono e oxigênio puro. A idéia original do reator era quebrar a água em hidrogênio e oxigênio, para utilização do hidrogênio como combustível.

Logo, porém, os pesquisadores viram que seu invento era mais versátil do que eles pensaram inicialmente.

Reciclagem do CO2

Os cientistas sabem há muito tempo que é teoricamente possível reciclar o dióxido de carbono. A questão é tornar essa possibilidade uma realidade prática, tanto do ponto de vista técnico quanto econômico. É como fazer isto que o reator solar está ajudando os pesquisadores a descobrir.

Embora promissora, a tecnologia está no primeiro estágio de pesquisas. Diver acredita que ela demore ainda de 15 a 20 anos para chegar ao mercado, devido às questões técnicas que ainda precisam ser resolvidas e, principalmente, à viabiliade econômica – o funcionamento do protótipo não é contínuo, processando pequenos volumes de cada vez.

fonte: inovacaotecnologica

Anatel cogita fazer novo leilão de freqüências 3G em 2008

LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

Com a possibilidade de operadoras não conseguirem comprar freqüências de terceira geração (3G) no leilão feito hoje pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o superintendente de Serviços Privados, Jarbas Valente, disse que a agência poderá fazer novo leilão de freqüências 3G no ano que vem.

A Anatel reservou uma banda de freqüência para ser licitada separadamente, alegando que, assim, poderia incentivar a entrada de novas empresas no país.

A entrada da Nextel neste leilão, porém, ameaça que grandes operadoras como Vivo, TIM ou Claro, que têm cobertura nacional, fiquem sem freqüência em alguma região. Até agora, a Nextel tem alongado as disputas por cada lote e elevado os ágios (diferença entre lance final e mínimo), mas não arrematou nenhuma faixa.

“Se empresas ficarem de fora, (a faixa) poderá ser licitada a qualquer momento, quando elas pedirem”, afirmou Valente.

No ano que vem, a Anatel pretende ainda licitar freqüências para empresas que operam serviço de rádio –como a Nextel– em São Paulo e no Rio de Janeiro. Valente admitiu, porém, que resta pouco espaço nesse tipo de freqüência, o que poderia explicar o interesse da Nextel nas freqüências para celular.

Ágio

Os três lotes licitados até agora apresentaram elevado ágio. O maior chegou a 222,6%, que pagou R$ 528 milhões pelo lote nos Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Sergipe. Para Valente, o resultado mostra que o modelo proposto para a agência de ter quatro operadoras por região está sendo seguido.

“O resultado até agora é excepcional, já atendeu o modelo que nós propomos”, afirmou.

fonte: folhaonline

Categorias:Notícias, Tecnologia

Duo, 2 Duo, Quad Core, saiba o que são essas marcas Intel

19 dezembro, 2007 2 comentários

Atualmente só se fala nos processadores Duo, 2 Duo, Quad Core, todos é claro, produtos da top mundial Intel. A evolução dos processadores Intel foi acelerada pela briga direta com a AMD (que hoje anda meio mal das pernas), e com a velocidade de processamento assim como a quantidade de tamanho de cache dos processadores vem crescendo de forma muita veloz.

O Core Duo (também conhecido como Pentium 6) é um processador com dois núcleos centrais, com compartilhamento da memória cache do processador. Tem um grande ganho de processamento se comparado com seus antecessores Intel, apesar de quando instalado em notebooks criar uma perda de 15% vida da bateria quando existem conexões USB 2.0 ativas.

O Core 2 Duo tem uma grande melhoria no barramento, cache, além de melhorias no consumo elétrico e do calor dissipado. É um processador com dois núcleos, mas diferente do Duo ele não compartilha a memória cache e mas tem o valor igual para ambos os núcleos . Com normalmente valores de cache maiores que o Core Duo, esse processador trabalha em velocidades bem superiores ao seu antecessor, e é a volta da Intel a ter processadores funcionais em desktops e notebooks, sem existir famílias diferentes de processadores para os dois tipos de máquinas. O Core 2 Duo é o processador da moda, principalmente por ser “muito mais rápido” que seus antecessores, o que trás um ganho considerável em desempenho em praticamente 100% das tarefas.

O Quad Core é a evolução do Core 2 Duo, mas agora com 4 núcleos, além de ter a memória cache duplicada, o que torna ele ainda mais rápido que o 2 Duo. Ainda são poucas as motherboards com suporte a esse processador, e talvez aguardar pela evolução dele seja a melhor escolha para o momento.

É bom sempre lembrar que programas (assim como jogos) precisam ser preparados para esse tipo de processamento, e em sua grande maioria ainda não são bem processados pelas tecnologias mais novas. A aposta do momento são os Core 2 Duo que já são suportados pela maioria dos games atuais, e que certamente terão um bom desempenho com esses processadores.

fonte: meiobit

Categorias:Tecnologia, TI

Super turbina eólica utiliza levitação magnética para produzir até 1 GW

A energia eólica é vista de forma muito simpática por todos aqueles que se preocupam com o meio ambiente. Os especialistas em energia, contudo, afirmam que a eletricidade produzida pelo vento necessitará de mais tecnologia e menos custos se quiser entrar para valer como uma fonte de geração definitiva.

Turbina com levitação magnética

Nesta semana, a empresa MagLev apresentou na China aquela que poderá ser a solução tecnológica que faltava para a viabilização econômica da energia eólica. Com um design totalmente diferente dos tradicionais cataventos, a turbina MagLev utiliza levitação magnética para oferecer um desempenho muito superior em relação às turbinas tradicionais.

As pás verticais da turbina de vento são suspensas no ar acima da base do equipamento. Ao invés se sustentarem e de girarem sobre rolamentos, essas pás ficam suspensas, sem contato com outras partes mecânicas – e, portanto, podem girar sem atrito, o que aumenta exponencialmente seu rendimento.

Ímãs de neodímio

A turbina utiliza ímãs permanentes, e não eletroímãs, que poderiam diminuir seu rendimento líquido, já que uma parte da energia gerada seria gasta para manter esses eletroímãs em funcionamento.

Os magnetos permanentes são feitos de neodímio – um elemento contido no mineral conhecido como terras-raras, – largamente utilizado na fabricação de discos rígidos para computadores. Além de aumentar o rendimento, os ímãs diminuem os custos de manutenção da turbina, que dispensa lubrificação e as constantes trocas dos rolamentos.

Viabilização econômica da energia eólica

Segundo a empresa, a turbina MagLev consegue gerar energia a partir de brisas de apenas 1,5 metros por segundo e consegue suportar até vendavais de até 40 metros por segundo – o equivalente a 144 km/h.

As maiores turbinas eólicas atuais geram 5 MW de potência. Já uma única MagLev gigantesca poderia gerar 1 GW, suficiente para abastecer 750.000 residências. Isso acontece porque a nova turbina pode ser construída em dimensões muito grandes, o que não acontece com os tradicionais cataventos.

Segundo a empresa, a nova turbina gera 20% a mais de energia em relação à turbinas convencionais e tem um custo de manutenção 50% menor. Ainda segundo as estimativas do seu fabricante, uma super-turbina eólica que utiliza levitação magnética poderá funcionar continuamente por… 500 anos.

fonte: inovacaotecnologica

Categorias:Notícias, Tecnologia

Troca de informações por luz permitirá supercomputadores em um único chip

Cientistas da IBM anunciaram o desenvolvimento de uma tecnologia óptica que, quando totalmente aprimorada, permitirá a utilização de luz, ao invés de fios de cobre, para a troca de informações entre os diversos processadores que hoje formam os supercomputadores.

Supercomputadores portáteis

O resultado deverá ser supercomputadores com a mesma capacidade dos atuais, mas do tamanho de um notebook. A utilização de luz para a troca de informações digitais resolve um dos grandes problemas da microeletrônica atual: a excessiva geração de calor pelos chips, uma energia desperdiçada e uma das principais responsáveis pelo fato de que um supercomputador atual gasta energia suficiente para abastecer centenas de residências.

Modulador eletro-óptico

O avanço consistiu na miniaturização de um dispositivo chamado modulador eletro-óptico de Mach-Zehnder, que é capaz de converter sinais elétricos em pulsos de luz. O novo modulador é 100 vezes menor do que os anteriormente demonstrados, abrindo caminho para que eles possam ser integrados no interior dos chips.

Além de reduzir os custos de fabricação e fazer com que os microprocessadores consumam menos energia, a utilização de pulsos de luz aumenta em mais de 100 vezes a largura de banda disponível para que os diversos núcleos troquem informações entre si, e diminui o consumo de energia em 10 vezes.

Supercomputadores em um chip

Alguns grupos de pesquisas já tiveram sucesso no desenvolvimento experimental de novas arquiteturas de microprocessadores – é o caso dos “supercomputadores em um chip” TRIPS e MONARCH. A indústria já produz comercialmente chips com até nove núcleos, como é o caso do processador Cell, da própria IBM, que equipa o console de jogos Playstation.

Mas os engenheiros sabem que a aglutinação de novos “cores” em um mesmo processador precisa de uma nova tecnologia para a troca de dados. “O trabalho está acelerado na IBM e na indústria para aglutinar muitos mais núcleos de computação em um único chip, mas a tecnologia atual de comunicação no interior dos chips irá superaquecer e se tornar muito mais lenta para lidar com o aumento na carga de processamento,” afirma o Dr. T.C. Chen, da IBM.

Convertendo sinais digitais elétricos em pulsos de luz

Um modulador óptico converte os sinais digitais elétricos, transportados pelos minúsculos fios construídos no interior dos chips, em uma série de pulsos de luz, que são “transportados” por um dispositivo chamado guia de ondas.

Primeiro, um feixe de raios laser é enviado para o modulador óptico, que funciona como um “obturador” extremamente rápido e que controla se o laser será bloqueado ou transmitido para o guia de ondas. Quando um pulso elétrico digital chega do núcleo do processador no modulador, o obturador permite a passagem de um curto pulso de luz, que vai atingir a saída óptica. Desta forma, o componente modula a intensidade do laser de entrada, convertendo uma fileira de bits digitais (0s e 1s) de sinais elétricos em pulsos de luz.

fonte: inovacaotecnologia

Categorias:Notícias, Tecnologia, TI